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“All Cops Are Bastards” e o radicalismo bem-intencionado

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06.06.2026

Quarta-feira, dia 3 de Junho, houve greve geral. Mais uma. Mas talvez seja excessivo chamar-lhe “geral”, sobretudo quando nem a UGT aderiu à convocatória, considerando-a, num assomo de razoabilidade, “extemporânea”. E quando a própria adesão ficou pelos 23%, também não é possível saber quantos fizeram greve por convicção e quantos se limitaram a aproveitar a Quarta-feira como se fosse ponte.

Quem, definitivamente, não escolheu ir a banhos foram os Antifas. Para quem não sabe, Antifa é o acrónimo de “antifascista”. No plano da retórica, da estética política e da relação com a violência de rua, estes grupos estão para a extrema-esquerda como os grupos neonazis estão para a extrema-direita.

Não tomo o leitor por incauto. Mas, dado o continuado branqueamento que as redacções dos meios de comunicação tradicionais fazem destes grupos violentos, é natural que ainda haja quem se sinta perdido. A violência de extrema-direita merece vigilância. O problema é que a violência de extrema-esquerda parece beneficiar de uma espécie de indulgência prévia. Uns são tratados como ameaça à democracia. Outros como jovens exaltados, activistas excessivos ou manifestantes mais impacientes. É um erro que pode custar vidas.

Ainda há pouco tempo, na Marcha pela Vida, em Lisboa, um homem suspeito de pertencer a estes grupos lançou um cocktail molotov na direcção de famílias, bebés e pessoas mais velhas. Foi depois noticiado que era militante do Partido Socialista. O primeiro comunicado saído da Agência Lusa........

© Observador