Tuk Tuks - Praga de Oportunidades Perdidas
Será consensual afirmar que o turismo é das indústrias mais fortes do país, levando com isso a que rapidamente se conclua que dele depende uma grande fatia da população portuguesa no que a emprego diz respeito. Seja a nível de hotelaria, restauração, alojamentos locais, restauro e preservação de património cultural e histórico, ou fornecimento de serviços como transporte de cargas e descargas, limpeza ou marketing e comunicação. O leque é amplo e fechar os olhos a esta realidade é optar por embarcar em populismos básicos, típicos de algumas camadas da população portuguesa.
Outro serviço de extrema relevância neste sector é o da animação turística, nos quais se podem incluir opções como os passeios guiados a pé (vulgo walking tours), autocarros hop on – hop off e, no caso específico de Lisboa, até o famoso elétrico 28. Claro está, também aqui se incluem os infames tuk-tuk que desde há cerca de uma década marcam forte presença no mercado do sector turístico em Lisboa, Porto e vários outros pontos do país. No caso de Lisboa, é fácil perceber porquê. Uma cidade repleta de colinas, ruas estreitas que impedem a passagem de autocarros de grande dimensão, e história milenar a cada canto parece feita à medida de viaturas relativamente pequenas que permitam um mergulhar na riqueza cultural e histórica da cidade, evitando a dor de caminhar colina acima, colina abaixo. Como declaração de interesses, desde 2019 que me incluo neste grupo, inicialmente prestando serviço a uma empresa do ramo e, desde Fevereiro de 2022, por conta própria em Lisboa.
Operar um tuk-tuk em Lisboa é uma realidade quase paralela face àquela que é a burocracia com que o Estado normalmente presenteia um empreendedor em outros........
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