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Num debate ruidoso, a serenidade fez a diferença

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09.01.2026

O debate entre os 11 candidatos à Presidência da República teve um mérito indiscutível, mostrou, sem filtros, o estado de maturidade e de imaturidade da política portuguesa. Numa noite longa, marcada por excessos retóricos, ambiguidades constitucionais e alguma tentação populista, ficou claro que nem todos os candidatos compreenderam o essencial, o Presidente da República não é um comentador permanente da atualidade nem um líder partidário com poderes reforçados.

Demasiadas intervenções confundiram intervenção com confrontação e autoridade com ruído. A insistência em frases feitas “não serei uma jarra”, “não ficarei calado”, “direi tudo o que penso”, revelou mais ansiedade política do que sentido de Estado. O cargo presidencial exige palavra ponderada e não reação impulsiva; influência institucional e não espetáculo.

Foi precisamente por........

© Observador