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12.07.2026

A avaliação é um recurso precioso da escola. Permite que se tenha uma ideia esclarecida acerca daquilo que são os conhecimentos que os alunos “conquistam” (não que adquirem), de entre aquilo que lhes foi ensinado. E sobre a maneira como são capazes de os sintetizar, compreender em perspectiva ou como fazem com eles leituras tão esclarecidas quando os ligam que aprender, se for assim, representa reorganizar, recriar, repensar e reinventar.

Infelizmente, as perguntas de aula, os trabalhos, as apresentações e os testes, podendo ser formas de avaliação que se complementam umas às outras, correm o risco de representar avaliações um bocadinho “fatiadas”, muito sectoriais, que nem sempre permitem que os conhecimentos se liguem e se articulem entre si, e se chegue a sínteses tão transversais em relação àquilo que se aprendeu que, “de repente”, tudo parece simples e claro. E podem fazer com que, de cada disciplina, não fiquem senão apenas alguns conhecimentos em vez dos pontos nodais que se conquistam com as aprendizagens e que, a existirem, fazem com que, da sua inter-relação, se desconstrua a complexidade do que se aprendeu numa simplicidade tão óbvia que, com base nisso, se vá até à sabedoria. Fazendo com que as disciplinas se liguem entre si e os conhecimentos se articulem, ganhem movimento e de tudo isso........

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