Para entrar pelo Porto, tive de passar por Lisboa
Desta vez escrevo de cá. Mais precisamente, da redação do Observador, em Lisboa, numa secretária emprestada e rodeado de quem faz este jornal todos os dias.
Em setembro escrevi neste espaço um texto chamado «Amo Portugal, e é por isso que entro pelo Porto». Defendia que o Francisco Sá Carneiro se tinha tornado a melhor porta de entrada do país. O destino, que tem um sentido de humor muito próprio, decidiu pôr-me à prova logo na chegada.
O avião chegou ao Porto e não aterrou. Fez órbitas, umas atrás das outras, enquanto os passageiros trocavam olhares e o relógio fazia o seu trabalho. Ao fim de algum tempo, rumámos a Lisboa. Aterrámos no Humberto Delgado, o aeroporto sobre o qual já escrevi mais do que gostaria, e ali ficámos duas horas, sem sair do avião, apenas à espera de autorização para regressar. Depois, novo voo para o Porto. Já em terra, as malas........
