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A fobia à riqueza: tributar os ricos empobrece toda a gente

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05.03.2026

Em Portugal — talvez ainda mais do que no Brasil — a pobreza é quase uma identidade coletiva, e a riqueza, uma suspeita. No debate público, acumular capital raramente é visto como o resultado de poupança, investimento e assunção de risco; é, quase sempre, encarado como uma anomalia moral que o Estado tem a obrigação de corrigir. Tributar os ricos não é apenas uma política: é um ato de higiene social.

O apelo político desta ideia é inegável. Funciona extraordinariamente bem em campanhas eleitorais porque apela ao mais primitivo dos instintos humanos — a inveja. No entanto, quando despimos a demagogia e analisamos os dados fiscais à luz das finanças modernas, a conclusão é incómoda: os impostos sobre grandes fortunas são uma das ferramentas económicas mais ineficientes alguma vez concebidas pelo Estado moderno.

O capital é como a água

O erro fundamental dos legisladores que pretendem confiscar a riqueza está em esquecerem uma premissa básica da globalização: o trabalho é estático, mas o capital é líquido.

Em recentes passagens pelo Panamá — onde assessoro clientes com estruturas empresariais........

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