O futuro não tem saudade: tem pressa
2030 não é o futuro. É o ano em que metade das pessoas vai, finalmente, perceber que já não é relevante. Não por terem feito algo errado, mas porque o mundo mudou enquanto estávamos distraídos, como quem perde o último metro no Senhor Roubado, em Odivelas, pois ficou a ver notificações.
Durante anos, falámos do “futuro do trabalho” como quem fala do trânsito na Segunda Circular: todos comentam, mas quase ninguém resolve. Conferências, painéis, relatórios e vários rituais confortáveis para fingirmos que estávamos a preparar-nos. Spoiler: não estávamos e agora já não dá para fingir.
Os dados do World Economic Forum são claros ao ponto de serem quase escandalosos: até 2030, 40% das competências atuais deixam de ter valor real. Não desaparecem, certo. Simplesmente deixam de servir para nos distinguir dos outros. E num mercado onde toda a gente parece........
