menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O Eixo do Atlântico Sul

20 0
11.03.2026

O tabuleiro geopolítico global atravessa uma das suas recomposições das últimas décadas. A convergência de uma crise energética aguda no Médio Oriente, a reconfiguração da política externa dos Estados Unidos sob a administração Trump com a forte pressão para unir o Continente americano em especial os países sul americanos, e, a iminente ratificação do acordo União Europeia-Mercosul coloca a Venezuela e, por extensão, a Península Ibérica (Portugal e Espanha), numa posição de centralidade estratégica inquestionável.

A Crise no Médio Oriente e o Paradigma Energético, os recentes ataques às infraestruturas petrolíferas e refinarias no Irão, bem como a instabilidade no Estreito de Ormuz, não são apenas eventos táticos, representam uma disrupção estrutural no fornecimento global de energia, hidrocarbonetos. Com o mercado sob a ameaça de preços de racionamento e a atingir valores elevados, a segurança energética mundial exige alternativas robustas e geograficamente seguras; e a China, a Rússia e a India são os primeiros a sofrer, e com um Irão anulado.

É nesta incerteza que a Venezuela reafirma a sua importância. Detentora das maiores reservas de crude do planeta, a nação venezuelana não é apenas uma alternativa, mas o fiel da balança em especial para o Estados Unidos e os países da........

© Observador