Já chega?
Já chega de reformismo
A reforma laboral caiu. As ilusões sobre um Chega reformista deveriam cair com ela. Depois disto ainda há quem alimente a ilusão de que o partido venturista é a chave para grandes reformas liberalizadoras? Previ que isto ia acontecer, e não era particularmente difícil. O Chega é um partido personalista, populista, oportunista, de um nativismo à procura de bodes-expiatórios fáceis. Não tem, nem nunca teve um compromisso reformista liberal. Já mudou, aliás, radicalmente de programa, quando percebeu que certas medidas eram impopulares. Terá alguns convictos, mas é sobretudo o partido da ambição pessoal de André Ventura, a que se juntaram muitos descamisados de outros partidos, insatisfeitos com os tachos que lhes tinham cabido e à procura de melhores oportunidades. Independentemente de outras questões, quem alimenta a nostalgia autoritário por três Salazares, claramente, não quer ser uma alternativa modernizadora para o país.
Que Portugal precisa de mudanças não tenho dúvidas. Na verdade, o mercado laboral com o choque provável da robótica e da inteligência artificial pode estar à beira de mudanças radicais, a bem ou a mal. Mas o Chega é um partido sem qualquer visão estratégica de futuro para o país. A única mudança de fundo que realmente interessa ao seu líder é a mudança em quem tem poder, tachos e visibilidade. Basta verificar que o........
