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Montenegro longe dos eleitores, ou vice-versa 

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20.03.2025

Na semana passada, o nosso Parlamento foi, uma vez mais, palco de uma lamentável cena de guerrilha política, um espetáculo degradante que culminou na implementação de uma “microestratégia” política, que foi micro não por ser menos genérica e com objectivos mais concretos, mas porque foi digna de disputas de “jotinhas” pensadas e esgrimidas em meia dúzia de minutos entre um golo na imperial e um bafo no IQOS.

Não admira que em Portugal cresça, a olhos vistos, a desconfiança na classe política. Pedro Nuno Santos leu as sondagens e já tratou da típica mudança de visual, cortou o cabelo, aparou a barba e depois serrou os punhos. Nas fileiras do Chega, apesar de alguma apreensão, esfregam-se as mãos porque luta é luta. O PSD perdeu num último jogo de roleta e deixou Miguel Arruda muito atento ao Governo, agora de malas feitas. Vamos novamente para eleições legislativas, é a quarta vez em 6 anos, desde 2019 que Portugal não tem estabilidade e sem estabilidade a longo prazo nunca haverá resultados significativamente positivos

Os portugueses estão deprimidos com o estado na Nação, andamos a navegar perdidos num mar de........

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