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Inventário dos dias bons

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12.04.2026

Vivemos tempos de “ligações” rápidas, de corações digitais e de redes que, de tanto se estenderem, acabam por se tornar finas e quebradiças. Mas, entre o ruído do quotidiano e a urgência do que é produtivo, há um património silencioso que nos mantém inteiros: a amizade. Não a amizade das festas ou das fotos de grupo, mas aquela que se faz de permanência e de uma estranha forma de reconhecimento.

Escrevo isto porque, por vezes, é preciso parar para fazer o inventário dos nossos dias bons. E, invariavelmente, neles aparecem os mesmos rostos.

Há amigos que são como mobília antiga na nossa vida: já não reparamos que estão........

© Observador