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A democracia dos impacientes — entre aulas e eleições 

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25.01.2026

Portugal deitou-se colhido com os resultados da primeira volta das presidenciais. Surpreendeu-se. Assim como quem encontra água no fundo do mar. Com um espanto genuíno, poupando, tal como o atual primeiro-ministro, na volição de dizer ao país aquilo que se nos é óbvio. Alguns falam de uma viragem histórica, do regresso de um candidato fixe. Tudo parece novo, embora nada seja inesperado.

Ganharam Seguro e Ventura. Ou, talvez, mais particularmente, tenha vencido a contradição. Fecundada, a onda rola, agora, trovejando, na corrida para o parto que a espera, escreveu-nos Saramago, e a política portuguesa apresenta-se, neste pedaço de reflexos, dividida entre dois estilos que parecem incompatíveis, mas que coexistem com uma naturalidade desconcertante. Um fala como se estivesse a garantir que nada sai fora do sítio. O outro como se o problema fosse........

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