Novos e poderosos
Eu nasci e cresci respeitando os adultos e os mais velhos. O que me deixava numa situação de subordinação natural era a forma deles de agir. Admirava a segurança, os acertos, a confiabilidade e, ainda, a forma tranquila de explicar as razões de suas escolhas e conselhos. Estas se inspiravam nas experiências próprias e, mais ainda, naquelas dos pais deles. Havia uma sequência de tradições que deixavam mais acertadas suas atitudes. Precisava, antes de tomar uma decisão, me aconselhar, enxergar o momento através dos olhos mais experientes. Respeitava a experiência deles, a sabedoria que nas dúvidas clareava as minhas decisões. Evitei muitos desastres, fortaleci minha trajetória e hoje, “olhando pela popa”, reconheço quanto foram bons certos conselhos. Um deles era fundamental: não tenha pressa, tudo tem seu tempo. Uma fruta tem que ser colhida na sua estação: antes, é amarga; depois, apodrece.Nunca foi fácil a relação entre gerações. Tivemos filhos que mataram o pai para tomar o lugar dele, entretanto, se analisarmos o fim desses patricidas, descobriremos o insucesso e até mesmo um fim trágico. Hoje, nas gerações contemporâneas, especialmente na última, crescida........
