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Pré-natal é questão de políticas públicas

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Uma em cada cinco gestantes brasileiras não completa o pré-natal. A constatação do Centro Internacional de Equidade em Saúde, publicada na edição de quarta-feira (15/4) de O TEMPO, expõe um grave problema de saúde e, mais do que isso, a necessidade de políticas públicas mais abrangentes. Isso porque, quanto menos favorecida a mulher, maior a taxa de abandono de exames e acompanhamentos clínicos da gestação no país.

Por exemplo, enquanto 86,5% das mulheres com 12 anos ou mais de escolaridade concluem o ciclo do pré-natal, a taxa cai para 44% no caso de mães com poucos ou nenhum ano de estudo. Além disso, os melhores resultados de permanência no ciclo de atendimento estão nas regiões com melhor estrutura, como Sul (85%) e Sudeste (81%). O Norte do país, onde há menos serviços e as distâncias a serem percorridas até um centro de saúde são maiores, a taxa de permanência cai para 63%.

Não se pode menosprezar a importância do pré-natal. Pesquisa da Fiocruz mostra que a falta dele aumenta em até 47% o risco de o bebê nascer com alguma anomalia, como microcefalia ou problemas cardíacos, do tubo neural, fendas orais ou síndrome de Down.

Um pré-natal bem-feito é capaz de reduzir em até 41% a mortalidade neonatal. De acordo com o Unicef, de cada mil crianças, sete morrem antes de completar 28 dias.

O perigo não se restringe à criança. Nove em cada dez mortes de gestantes são evitáveis, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde. Problemas como eclâmpsia e pré-eclâmpsia, hemorragias, infecções (além de complicações no parto e abortos e inseguros), causaram pelo menos 68.122 óbitos em 2025, conforme o Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna, do Ministério da Saúde.

Não que faltem programas para o pré-natal, como a Rede Alyne. Mas o estudo mostra que é preciso, além do foco clínico, reforçar políticas públicas adequadas às realidades regionais e que ampliem a educação e a qualidade de vida das famílias. Este é o caminho para uma saúde integral e uma gravidez segura para mães e filhos no Brasil.

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