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Proteção não é opcional: quando o silêncio de uma criança expõe a falha de todos nós

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31.03.2026

Há crianças que não conseguem dizer o que aconteceu, mas o corpo diz, e o comportamento muda, você percebe que o olhar se perde, como se estivesse longe dali. E, ainda assim, muitas vezes, ninguém escuta. Nós crescemos acreditando que consultórios são lugares seguros. Espaços de cuidado, acolhimento, tratamento. Lugares onde mães e pais podem confiar. Mas é justamente dentro dessa confiança que mora um perigo silencioso: a ausência de protocolos claros de proteção para quem mais precisa, nossas crianças, especialmente as mais vulneráveis.

Crianças não são adultos em miniatura, e algumas carregam vulnerabilidades ainda maiores, seja por uma condição de saúde, deficiência, dificuldade de comunicação ou desenvolvimento. Essas crianças não têm como relatar. Não conseguem reagir, não sabem, muitas vezes, sequer identificar o que é violência. E então surge uma questão que não pode mais ser ignorada: por que ainda aceitamos que crianças sejam atendidas sozinhas dentro de consultórios?

Do ponto de vista jurídico, o Brasil não é........

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