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Ajuste de contas, ou apenas eventuais dificuldades?

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25.09.2026

As justificações que o presidente da Câmara de Torres Novas tem apresentado para as dificuldades da governação local prendem-se, sobretudo, com a herança que encontrou.

“Estou a resolver casos com 20 anos e mais, se querem saber quais perguntem-me que eu digo.”

A forma como abordou o caso da fábrica de biometano em Árgea, colocou pela certa as orelhas dos membros do executivo anterior a arder a altas temperaturas e, diga-se, com razão.

A frequência com que invoca os casos e as decisões anteriores têm destinatários certos, não nos enganemos, mas o que leva o presidente a ir por esse caminho?

O presidente é autarca do PS há mais de 20 anos, acompanhou de forma privilegiada a actividade autárquica local, não pode invocar total desconhecimento, votou todos os Orçamentos Municipais e todos os Relatórios de Actividade, é uma pessoa informada.

São públicos vários casos de situações erradamente decididas e outros empurrados com a barriga, que prejudicaram e alguns ainda prejudicam o interesse público. Durante anos a oposição e a comunicação social fizeram o seu trabalho, denunciaram, enviaram às entidades respectivas as dúvidas encontradas e os factos demonstrados.

O atraso e as propostas plasmadas na revisão do PDM, o caso do edifício de um banco junto ao Mercado Municipal, o próprio Mercado Municipal que teve candidatura mas nunca passou daí e que se degrada a olhos vistos, o PEDU e as obras previstas que nunca chegaram a ser, as revisões extraordinárias do PDM, A ORU rio Almonda que é mas nunca chegou a ser, o Casal das Velhas, o Carreiro das Cobras, as piscinas ao ar livre, etc., são alguns exemplos de situações que se arrastam no tempo.

A democracia........

© Jornal Torrejano