A responsabilidade de Moedas
Acabo de ler, com poucas horas de distância, duas exposições sobre as responsabilidades de Carlos Moedas no acidente do elevador da Glória. A primeira prova por A B que o presidente da Câmara está perfeitamente isento de culpas. A segunda, pelo contrário, prova igualmente por A B que não lhe resta outra solução que não demitir-se. Podemos acreditar na que quisermos. Mas a principal conclusão a retirar destas duas teses contraditórias, ambas aparentemente assentes numa argumentação infalível, é que, se umas vezes a lógica nos ajuda a aproximarmo-nos da verdade, outras vezes serve-nos para confirmar aquilo em que acreditamos. Por outras palavras, para chegarmos ao resultado que nos convém.
Para começar, é evidente que a perda da Câmara de Lisboa, há quatro anos, foi um duro golpe para o PS, que estava instalado no poder municipal desde 2007. Ficar de fora do executivo dos dois maiores municípios do país foi uma contrariedade difícil de digerir, um espinho cravado na garganta........
