ESG verdades incómodas
As Áfricas estão a ser chamadas a provar sustentabilidade perante um sistema que enriqueceu poluindo, explorando recursos e financiando-se de forma barata. Agora, as Áfricas querem industrializar-se, transformar matérias-primas, construir estradas, processar alimentos e criar fábricas, e aparece uma nova linguagem: o ESG.
O problema não é o “E”, o “S” ou o “G”! Ninguém sério pode ser contra o ambiente, a inclusão social e a boa governação. O problema é quem define as regras, quem mede, quem cobra, quem lucra e quem fica excluído.
Risco climático, taxonomia verde, relatórios ESG, carbono incorporado, rating soberano, due diligence, disclosure, salvaguardas, compliance, enfim! Muitas normas para as Áfricas que transformam uma agenda moralmente correcta, como a sustentabilidade, numa nova barreira financeira, técnica e comercial criada por quem já se industrializou. Vejamos,........
