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China: a grande distância na qualidade de visão

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15.07.2026

1. A China deixou de ser conhecida como a “Fábrica do Mundo” e passou a ser “temida” no Ocidente pela sua rápida incursão e domínio na grande maioria das áreas de tecnologias avançadas ou críticas, como se referiu, aqui, no último artigo de opinião, com base em estudo independente, elaborado na Austrália pela ASPI, onde, entre 74 tecnologias críticas analisadas, a China domina 66 e os EUA as restantes 8, mas a serem acossados em três, entre elas, a IA.

Em outros domínios, que se ligam com as tecnologias avançadas, ou melhor dito, a montante, por exemplo, na energia, a China disfruta, também, de uma posição esmagadora no Mundo.

2. Este ganho de posições mundiais da China continua a assentar num trabalho técnico-científico persistente de antecipação, visão e estratégia de longo prazo, elaborado e ajustado dinamicamente ao evoluir do enquadramento mundial (social, cultural, tecnocientífico, económico e financeiro, político) e de inter-relacionamento entre sectores, países e espaços geopolíticos, implementando, depois, no País, as conclusões e orientações derivadas, ou seja, a China não se limita a fazer estudos, como frequentemente acontece no Ocidente, mas, uma vez bem “esmiuçados e calendarizados”, tenta concretizá-los.

Não quer dizer que o sucesso obtido seja de 100%. Conhecemos bem a situação de insucesso, por exemplo, a crise no domínio do imobiliário, ainda em fase de reestruturação complexa e difícil que já leva uns quantos anos de ajustamentos.

O pensamento de longo prazo é uma característica da China, reconhecida por muitos peritos e bem expresso, no dito popular, “a paciência de chinês”.

Energia instalada – Capacidade de produção global

3. Em finais de Maio de 2026, a........

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