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Como explicar a demissão de Fedorov?

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07.08.2026

A crise política causada pelas sucessivas demissões de cargos governativos e de posições chave no sistema político ucraniano, culminando com a do ministro da Defesa Mikhail Fedorov, ilustra bem a presente divisão nas elites políticas do país, resultado, acima de tudo, do insucesso da campanha militar contra a Rússia e da necessidade de encontrar estratégias alternativas ganhadoras.

As forças armadas ucranianas não só não conseguiram recuperar terreno como todos os dias recuam, assim o dizem as agências ucranianas Deep State e AMK Mapping. Quem está a ganhar não muda simultaneamente o ministro da Defesa nem o responsável máximo pela campanha militar.

Entretanto, sucedem-se as manifestações em apoio de Fedorov por várias cidades do país, exigindo o seu regresso ao cargo de ministro da Defesa e criticando Zelensky por o ter demitido. Para aliviar a pressão, Zelensky ofereceu a Fedorov outros cargos que ele não aceitou. Um dos pontos de discórdia prendia-se com a tensão permanente entre Fedorov e o general Syrsky, Chefe de Estado-Maior General, homem de confiança de Zelensky, sobre como conduzir as operações militares.

Fedorov queria intrometer-se nas questões táticas. A intromissão de políticos nas operações tem dado, normalmente, mau resultado. Fedorov e os seus apoiantes ocidentais perceberam que podiam atingir a profundidade da Rússia com drones em vez de mísseis de longo alcance, por serem mais baratos e evitar os imbróglios políticos intrincados causados pelos mísseis, o que faz todo o sentido do ponto de vista estratégico. Fedorov devia ter ficado por aí. Esqueceu-se do que se ensina nas escolas militares, que ele não frequentou. A vitória materializa-se com a ocupação do terreno e para ocupar o terreno são precisos soldados que a Ucrânia não tem.

Após muitas pressões, procurando uma solução de compromisso com o grupo desafiador apoiante........

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