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Petróleo: batalha atrás de batalha

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08.05.2026

Desde a sua descoberta e utilização comercial em meados do século XIX, o petróleo tem vivido num registo permanente de – tomando agora emprestado o título de um filme recente – “batalha atrás de batalha”. O petróleo não é apenas uma fonte energética; é um recurso estratégico que molda economias, governos nacionais e conflitos regionais e globais.

Historicamente, o controlo do petróleo tem ditado o destino de nações. Na Primeira Guerra Mundial, o acesso ao novo combustível foi decisivo para a mobilidade das forças aliadas. Na Segunda, o Japão atacou as Índias Orientais Holandesas por causa dos seus recursos petrolíferos, ao passo que a Alemanha sofreu penosamente com a sua escassez. O embargo árabe de 1973, a Revolução Iraniana de 1979, a Guerra Irão-Iraque (1980-88), a invasão do Koweit por Saddam Hussein em 1990 e as subsequentes Guerras do Golfo ilustram bem como o crude transforma rivalidades regionais em crises energéticas globais.

A indústria tem sido sinónimo de boom e bust, de fortunas rápidas e de colapsos devastadores, praticamente desde a descoberta do primeiro campo de petróleo em Titusville, Pensilvânia (EUA), em 1859. Esta volatilidade permanente resulta da combinação de fatores geológicos, económicos, políticos e agora climáticos.

Rockefeller no final do século XIX, a Texas Railroad Commission uns anos depois e, já no pós-guerra, as chamadas Seven Sisters........

© Jornal Económico