Babell e Rushdie, revisitados
Uma das máximas transgeracionais a que obedeço sempre é a que aconselha a "dormir sobre o assunto", nos casos de apuros, angústias ou indecisões. Ultimamente, tenho decidido aplicá-la também às coisas fantásticas, numa espécie de rescaldo após o clímax: "é necessário sair da ilha para ver a ilha", escrevia Saramago no seu Conto. Com o Babell foi assim. Obriga-nos a revisitá-lo depois de ser possível acalmar a taquicardia, para contemplar plenamente o amor pela literatura. Na fila de espera de duas horas para ver e ouvir Salman Rushdie, no Coliseu do Porto, num final de tarde de........
