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ESG – Menos burocracia e mais impacto real

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07.05.2026

A ESG, Environmental, Social and Governance tornou-se uma presença obrigatória no discurso empresarial. Relatórios, métricas e auditorias multiplicaram-se a um ritmo que muitas organizações não conseguiram acompanhar com clareza estratégica.

Neste contexto, impõe-se uma pergunta direta: estamos a criar valor sustentável ou apenas a "sofisticar" a burocracia? A resposta está algures na capacidade de ligar a ESG à sustentabilidade real. Tal como a prática de reciclagem em nossas casas que deve ser vista como um investimento no bem coletivo, aumentado o seu significado real, a ESG também não deveria tornar-se uma formalidade sem impacto. Começou por ser e querer-se diferenciadora.

Empresas mais sustentáveis destacavam-se, inovavam e criavam valor de longo prazo. Hoje, mais do que uma política que deve orientar a estratégia, a ESG tornou-se uma licença para operar. Mas nesta transição, perdeu-se o foco na sustentabilidade como uma transformação ambiental, social e económica. Imaginemos o uso de sacos reutilizáveis. A ideia é simples e permite reduzir o consumo de plástico através de uma escolha consciente. Só que, se em cada ida ao supermercado compramos um novo saco "reutilizável", cumprimos o gesto, mas estamos longe do objetivo. Reportamos, não........

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