Pai Guerra, a memória de um homem bom
Há pessoas que passam pela nossa vida. E há pessoas que ficam.
Ficam na memória dos lugares, das instituições e de quem com elas se cruzou. Mas, sobretudo, ficam naquilo que somos.
O Professor Francisco Carvalho Guerra, o nosso Pai Guerra, foi uma dessas pessoas.
Um dos fundadores da Universidade Católica do Porto e seu Reitor, dedicou a vida à ciência, ao conhecimento e à formação de gerações.
Mas é do homem que quero falar.
Conheci-o quando entrei naquela Universidade para estudar Direito. Era o meu Reitor e era uma presença que se sentia.
Tinha já os cabelos brancos, uma figura imponente e uma voz forte, inconfundível. Mas essa imponência nunca foi distância. Era afável, próximo e acolhedor. Fazia com que as pessoas se sentissem recebidas.
Nunca fez questão de se afirmar. Nunca precisou de falar dos seus feitos ou de lembrar quem era. Tinha um percurso extraordinário, mas não vivia para o sucesso profissional nem para o protagonismo.
Viveu para servir: a ciência, o conhecimento, a Universidade, os estudantes, os amigos, a família e, sobretudo, os........
