A urgência não se mede em dias
Há crises que não começam quando os indicadores económicos se alteram de forma visível. Começam quando encher o depósito custa mais do que na semana anterior, quando a conta do supermercado sobe sem explicação aparente e quando uma perturbação internacional se transforma rapidamente numa pressão concreta sobre a vida quotidiana.
É também aí que se mede a capacidade de um Governo: na rapidez com que percebe o alcance do problema e na forma como decide agir antes de os efeitos se acumularem.
O atual contexto internacional voltou a introduzir fatores de instabilidade com impacto direto nos preços da energia e em bens essenciais. Num país onde uma parte relevante dos rendimentos permanece particularmente vulnerável a qualquer agravamento do custo de vida, isso exige atenção política reforçada, leitura fina da conjuntura e capacidade de resposta em tempo........
