Resistir já não chega
Durante muitos anos, a economia portuguesa construiu uma parte significativa da sua narrativa em torno da capacidade de resistência das empresas. Resistir a crises financeiras, a ciclos económicos adversos, a choques externos sucessivos. Essa resiliência foi importante e, em vários momentos, decisiva para garantir a sobrevivência do tecido empresarial. No entanto, o contexto que hoje enfrentamos é distinto. O próximo ciclo económico não será definido pela capacidade de aguentar, mas pela capacidade de criar valor de forma consistente e sustentável.
As empresas portuguesas encontram-se, por isso, perante uma escolha estrutural. Podem manter modelos assentes em margens reduzidas, pouco valor acrescentado e limitada escala, ou podem assumir um caminho mais exigente, orientado para a diferenciação, para a sofisticação da oferta e para a competitividade internacional.........
