A disparidade
Não tenho por hábito ler as caixas de comentários de órgãos noticiosos. Acredito que essa curiosidade mórbida é prejudicial à saúde e provoca profunda descrença na raça humana. Mas sucumbi, abrindo uma exceção, bem no post do JN com a disparidade salarial entre os CEO das principais empresas portuguesas e os seus trabalhadores e fiquei surpreendida com o grau de adesão, de um considerável número de comentadores, à lógica neoliberal de louvar uma pseudomeritocracia (imaginária) para justificar a boa e velha (e pornográfica) desigualdade.
A notícia continha uma infografia em que se podia ver que o presidente da Jerónimo Martins ganha mais 226 vezes do que um trabalhador médio da empresa (ou seja, nem sequer é o mais mal pago) e que a........
