Perto de Arouca e longe de tudo o resto
A semana passada foi sobre saudades. Nunca acreditei na saudade portuguesa, parece-me um erro de tradução para estrangeiro. Saudades, cada um tem as suas, dão trabalho suficiente para ainda partilharmos as de um povo. Entretanto, descobri que ninguém imita Midas quando lhes toca. É ao contrário. Quando lhes tocamos, elas transformam-nos, mas não em ouro. Numa substância sem matéria, em gente perdida entre lá e cá.
A minha mãe nasceu e cresceu numa casa cuja memória também ficou para mim, embora não me lembre dela. Sempre que passo pela Rua da Escola Politécnica, não sou só eu que passo - passam........
