A arte de não ter sempre razão
Talvez seja excesso de optimismo suspirar por paraísos perdidos, por tempos em que se debatia no espaço público com rectidão e profundidade em busca de chegar ao bem comum, ao invés de ganhar um argumento. Suspeito que os amanhãs que cantam tenham o seu contraponto, também utópico, nos ontens que cantaram. Ou seja, amanhã ou ontem, a utopia é sempre um pouco mais longe.
Em todo o caso, há a esperança de termos perdido alguma coisa, de já termos sido outros - mais perto de anjos do que de bichos. Embora eu saiba que as almas puras são ficções, também sei que, algures entre o ideal e a falha, é melhor falharmos o mais perto possível da meta.
O espaço público, hoje em dia tão amplo, tão cheio de gente, fecha-se cada........
