Contos exemplares: Sócrates, a Justiça e a Operação Marquês
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É tentador reduzir a discussão sobre o julgamento da Operação Marquês à litigância de má-fé do seu acusado mais mediático, José Sócrates. Sobre essa conduta ninguém nesta altura deve ter qualquer dúvida: até ao início do julgamento, a defesa do ex-primeiro-ministro gerou 134 recursos para as três instâncias superiores (o Tribunal da Relação, o Supremo Tribunal de Justiça e o Tribunal Constitucional). Houve de tudo, incluindo duas dezenas de pedidos de recusa de juízes. Levou tempo até aos juízes da Relação começarem a perder a paciência e a denunciarem o objetivo de “entorpecer a ação da justiça ou protelar, sem fundamento sério, o trânsito em julgado da decisão final”.
