Sobra-nos a cinza do poema que o fogo falhou
Houve um tempo em que soube desentender a noite e ocupar o lugar antes dos olhos. Uma penumbra escura aquecida dentro das mãos vagueava através do pretexto para o nascimento de um rosto, e eu podia simplesmente pousar sobre a pele de um regresso ou, como a criança, afastar de súbito o mistério da beleza.
Houve um tempo em que o quarto era lento e as flores estremeciam primeiro. E o corpo não era um erro nem tinha um nome; e todas as horas eram reparáveis. O mar existia como um vulto profundo onde a luz se esgotava, onde o silêncio despontava de garras desconhecidas.........
