Não existe autonomia sem democracia
Nunca me identifiquei com uma visão utilitarista da política. A condição particular e individual não deve ser a forma primária de avaliar um projeto político. Existem valores e princípios éticos sobre a forma como nos organizamos em sociedade que não se sacrificam no altar da agenda política pessoal de alguns.
Critico a neutralidade de Luís Montenegro perante uma escolha que deveria ser instantânea vindo de alguém que se professa democrata: ficar em cima do muro não é opção nestes tempos conturbados, também a nível internacional. Dia 8 de fevereiro a escolha é entre o moderado António José Seguro, que procura unir os portugueses e respeitar a Constituição da República portuguesa, ou André Ventura que incita o ódio na sociedade portuguesa e que desde 2019 defende a extinção do cargo de Primeiro-ministro, ambicionando um regime puramente presidencialista. Quem acha que a presidência seria uma “prateleira”........
