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O efeito borboleta

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16.03.2026

Diz-se que o bater de asas de uma borboleta pode provocar uma tempestade do outro lado do mundo. No caso da energia, não é apenas uma metáfora: basta uma crise no Médio Oriente para que poucos dias depois o preço do combustível suba numa bomba no Funchal. A verdade é que o caminho entre um conflito a milhares de quilómetros e o preço que pagamos por litro na Madeira tem várias etapas, e algumas delas resultam de escolhas políticas.

Comecemos pelo princípio. O petróleo funciona como qualquer outra mercadoria num grande mercado global. Se houver muito petróleo disponível e pouca procura, o preço desce. Se houver risco de faltar, o preço sobe. E repare-se na palavra risco. Muitas vezes não é preciso que falte petróleo; basta que os mercados tenham medo de que isso aconteça.

Imagine-se um mercado de peixe numa vila costeira. Se um dia corre o rumor de que os barcos não vão sair para o mar durante uma semana por causa de uma tempestade, toda a gente tenta comprar peixe naquele momento. O resultado é imediato: o preço dispara. Com o petróleo acontece algo semelhante. Se há uma guerra numa região onde passa uma grande parte da produção mundial, os mercados reagem logo, com medo do futuro.

Por........

© JM Madeira