O Mal ainda é banal
Em 1961, Hanna Arendt foi a Jerusalém para assistir ao julgamento de Eichmann.
Eichmann era um militar de média patente que, diligentemente, foi um dos organizadores do desenho daquilo que eufemisticamente se chamou a “solução final” para o problema dos Judeus na Alemanha nazi. Dos transportes ao assassínio em massa, planeou meticulosamente toda uma operação cujos resultados não devemos esquecer nem deixar repetir.
Foi apanhado na América do Sul, mais de uma década depois do fim da II Guerra Mundial, foi levado para Israel onde, na primavera de 1961 começou a ser julgado, tendo acabado por ser condenado à morte pela sua participação no Holocausto.
Dessa experiência resultou um dos livros mais conhecidos de Arendt, “Eichmann em Jerusalém”, no qual defende a ideia de que o Mal não requer genialidade, mas há uma banalidade do Mal que o põe ao alcance de praticamente toda a gente.
Três meses depois do início do julgamento, em agosto do mesmo ano, Stanley Milgram levou a........
