Chamar os bois pelos nomes
São já duas as semanas em que me entram sala a dentro, via ecrã da televisão, asneiras, exageros e ofensas diversas à matemática linguística. Sejam manifestantes pacíficos a levar os autoritários empurrões da ordem pública, sejam democráticos impositores das ideias vencidas em urna em acusações de falta de democracia às ideias vencedoras do acto electivo supracitado, a minha janela para o mundo alargado anda inundada de relatos monocromáticos e imagens escolhidas para chocar. No entanto, o que mais me cutuca o nervo é o ensaio de imposição Novilinguística.
“Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão. Ignorância é Força”. Faz sentido? Em algumas cabeças, faz, eu sei, mas eu resisto, agora e sempre, à confusão linguística para que Orwell nos alertou, tanto nos seus ensaios, como no afamado “1984”, e a que certos agentes políticos nos conduzem para tirar força à palavra........
