O favor que ninguém pediu
Quem não se sente não é filho de boa gente. O provérbio é antigo, mas ajusta-se com desconfortável precisão à forma como a República continua a tratar as regiões autónomas, agora reeditando velhos vícios no dossier da mobilidade.
Convém esclarecer desde logo que nada do que hoje acontece é novo. Ao longo das décadas, acumulam-se episódios de autêntico destrato institucional, por parte de quem tem a obrigação constitucional e política de olhar para as ilhas como parte integrante do país. Um dever que deveria traduzir-se em políticas públicas capazes de mitigar as evidentes desvantagens da ultraperiferia. Aliás, não fosse a União Europeia, e Madeira e Açores estariam, muito provavelmente, ainda mais entregues à sua sorte.
É, por isso, difícil de compreender ou aceitar que se continue a tratar a........
