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Filosofia leve para as férias de verão

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07.08.2026

1 – Às vezes, observo o Mundo como se fosse Deus – todo misericordioso. Outras vezes, vejo-o como se fosse o Diabo – cheio de maldade. Seja como for, no fim do dia, todos os dias, verifico ter agido como ser humano em todas as circunstâncias, o que me leva a crer que tenho Deus e o Diabo inteiros dentro de mim. A meu ver, qualquer pessoa precisa do seu oposto para existir, de modo que a presença de Deus em nós é plena e constante, tal como a presença do Diabo. A desgraça do Mundo é este ser visível a olho nu em todo o lado e aquele mal se enxergar em lado algum. Está lá, mas não se vê.

2 – Toda a vida arranjei esquemas filosóficos para viver feliz sem dinheiro, ou melhor, com pouco, pouquíssimo dinheiro, e procurei sempre pô-los em prática, porque, de facto, o ouro nunca quis nada comigo. Às vezes, penso que o dinheiro é algo inato, uma condição genética, como a cor da pele, o tamanho dos ossos, a propensão para uma determinada doença, e eu cá nasci sem esse gene. Então, a minha luta........

© JM Madeira