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Quando o trabalho deixa de ser um fim e passa a ser um meio

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20.01.2026

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Em um passado não tão distante assim, a carreira vinha acompanhada de palavras como propósito, missão e vocação. Não que esses termos tenham deixado de ser relevantes, mas, antes, a nossa identidade era construída sobretudo a partir do cargo que ocupávamos, da empresa em que atuávamos e da trajetória que projetávamos. O que fazíamos profissionalmente definia, em grande parte, quem éramos.

Hoje, a dimensão profissional segue, sim, sendo importante, mas de um jeito diferente. Se antes ela era o centro das decisões da vida de alguém, já há algum tempo divide espaço com outras dimensões, como saúde, relações pessoais, tempo livre e bem-estar.

Estamos falando de um deslocamento no conjunto das prioridades que reorganiza a forma como as pessoas constroem sentido para a própria vida. E, antes que aquele pensamento intrusivo venha para culpar “essa nova geração”, já adianto que esse movimento não é exclusivo de quem é mais jovem.

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Isso porque, ao longo dos 24 anos da pesquisa Carreira dos Sonhos, feita pela Cia de Talentos, observamos uma mudança consistente na forma como indivíduos, de maneira geral, se relacionam com a carreira e com suas expectativas de realização. Como expliquei, o trabalho segue importante, mas deixou de concentrar, sozinho, as promessas de identidade, satisfação e sentido de vida.

E essa é uma verdade que atravessa todas as faixas etárias e níveis de........

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