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O maior desafio não foi só competir, foi não me moldar

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29.05.2026

Quando comecei no skate, existia um padrão invisível. Ninguém precisava dizer nada, mas ele estava lá: no comportamento, na atitude e, principalmente, na aparência. Eu não tinha referências de representatividade feminina como as meninas têm hoje.

Então, fiz o que muita gente faz quando entra em um ambiente onde não se vê: me adaptei. Andava com os meninos e tentava me encaixar como dava. Por muito tempo, achei que esse era o único caminho. 

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Mas, quando fui crescendo, comecei a perceber que aquela adaptação tinha um custo. Não era uma questão da roupa que eu usava ou com quem eu andava. Eu me deparei com um questionamento sobre algo ainda mais profundo: minha própria identidade. Estava ali, performando, evoluindo e........

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