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Trégua no Irã expõe riscos, muda equilíbrio político e é bênção para os Brics

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10.04.2026

LONDRES — Com os Estados Unidos e o Irã concordando com um cessar-fogo de duas semanas, muitos estão aproveitando esta pausa para se questionar o que – se é que há alguma coisa – permitiria ao presidente dos EUA, Donald Trump, declarar vitória e pôr fim aos combates. Uma condição necessária, ao que parece, é a reabertura permanente do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do abastecimento global de petróleo. Mas mesmo com o cessar-fogo reabrindo temporariamente o Estreito, Trump não garantiu estabilidade duradoura para o transporte marítimo. É claro que, se Trump simplesmente tivesse evitado atacar o Irã desde o começo, o Estreito nunca teria sido fechado.

O primeiro mês da guerra trouxe várias outras lições. Uma diz respeito ao pensamento da liderança israelita. O premiê Benjamin Netanyahu sabia que poderia chamar a atenção de Trump apresentando-lhe a perspectiva de uma vitória grande e espetacular, e que este governo norte-americano não iria parar para considerar as consequências de segunda ou terceira ordem. Talvez tenha sido mera coincidência que os ataques ao Irã tenham ocorrido logo após o Supremo Tribunal dos EUA ter anulado as tarifas da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de Trump, mas talvez não.

Irã pode ter colocado minas marítimas no Estreito de Ormuz

Imagem mostra um grande círculo marcado como “zona de perigo” sobre o Esquema de Separação........

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