Escolher um 0 km virou uma decisão econômica, não só automotiva
Escolher um carro 0 km já foi, durante muito tempo, um exercício relativamente simples. O comprador definia a faixa de preço, o porte do veículo, a marca de preferência e, no máximo, decidia entre câmbio manual ou automático. Esse mundo acabou. Hoje, no mesmo orçamento, é possível colocar na mesa um flex, um diesel, um híbrido convencional, um híbrido plug-in e um elétrico puro.
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Em 2025, o Brasil emplacou 2,69 milhões de autoveículos, enquanto os eletrificados leves chegaram a 223.912 unidades. Em janeiro de 2026, eles já respondiam por 16,8% dos emplacamentos, o maior percentual da série histórica, segundo Anfavea e ABVE.
Isso muda a lógica da compra. O consumidor deixou de escolher apenas um produto e passou a escolher uma arquitetura de uso. A decisão ficou mais próxima da alocação de capital do que da simples comparação de ficha técnica. Não basta perguntar qual carro é melhor.
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A pergunta correta passou a ser: qual tecnologia faz mais sentido para o tipo de uso, para o custo total de posse e para a saída desse ativo no mercado de usados. Essa leitura é uma inferência natural do novo mix de oferta que o mercado brasileiro passou a exibir.
A mudança central está na cadeia de valor. Antes, a diferenciação entre modelos estava concentrada em marca, acabamento, potência e rede. Agora, entram no cálculo abastecimento ou recarga, custo energético por quilômetro, disponibilidade de pós-venda, valor........
