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Consórcio não é investimento, nem pirâmide

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27.03.2026

Consórcio não é investimento, nem pirâmide. É autofinanciamento com custo, espera e risco. O erro está em vender a modalidade como solução mágica ou em tratá-la como fraude por definição. Nenhuma das duas leituras ajuda o consumidor nem o investidor a entender o que de fato está acontecendo.

Os vídeos que estão circulando nas redes sociais colocam o consórcio em três caixas simplistas: investimento, poupança ou pirâmide. A melhor resposta é menos chamativa e mais útil.

Pela definição do Banco Central e da Lei 11.795, consórcio é um sistema de autofinanciamento em grupo para aquisição de bens e serviços. A contemplação ocorre por sorteio ou lance, dentro de regras contratuais e sob supervisão regulatória. Isso, por si só, já mostra que chamar o produto de pirâmide como regra geral é tecnicamente errado.

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Também é incorreto vender consórcio como investimento. O próprio BC diz que consórcio não é operação de crédito, mas uma forma de aquisição por autofinanciamento. Nas parcelas entram fundo comum, fundo de reserva, taxa de administração e, se houver, seguro.

Além disso, não existe fundo garantidor de crédito para consórcios. Em outras palavras: não há promessa de rentabilidade, nem liquidez típica de aplicação financeira, nem proteção equivalente à do depósito bancário.

O avanço do consórcio no Brasil tem explicação econômica. Em ambiente de juros ainda elevados, a modalidade cresce porque desloca o custo do capital do balanço do banco para a disciplina........

© InfoMoney