Antes de comprar um usado, compre a história do carro
O carro usado deixou de ser apenas uma alternativa ao zero-quilômetro. Em 2025, ele foi o centro do mercado brasileiro. O país negociou 18,5 milhões de veículos seminovos e usados, recorde da série da FENAUTO. No mesmo ano, os emplacamentos de automóveis e comerciais leves novos somaram 2,55 milhões. Em outras palavras, o mercado de usados operou numa escala muito superior à do zero-quilômetro. E janeiro de 2026 já começou forte, com 1,34 milhão de unidades comercializadas, 9,3% acima de janeiro do ano anterior.
Esse dado importa por um motivo simples. No Brasil de juros altos, renda pressionada e preço elevado do carro novo, o usado virou a principal porta de entrada, de reposição e de mobilidade. Só que esse crescimento cobra uma conta. Quanto maior o mercado, maior a dispersão de qualidade entre veículos aparentemente parecidos. Dois carros com o mesmo modelo, ano e versão podem representar negócios completamente diferentes.
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Muita gente ainda compra seminovo olhando primeiro para cor, quilometragem e valor pedido. Isso já não basta. O comprador precisa analisar o carro em quatro camadas.
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A primeira é a procedência documental. Aqui entram registro, restrições, indicadores de situação, eventuais pendências e a coerência cadastral do veículo. A Senatran permite consultar dados do veículo na base Renavam e também verificar restrições judiciais, administrativas, financeiras ou de circulação. Também permite checar recall pendente por placa ou chassi.
A segunda é a avaliação técnica. Não basta ligar o carro e........
