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Banijay–All3Media e a nova economia do IP no entretenimento

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11.03.2026

Formalmente anunciada no último dia 3, a fusão entre Banijay e All3Media, vinculada à RedBird, combinará um catálogo de aproximadamente 260 mil horas de conteúdo distribuídas em mais de 25 territórios.

Nos termos do acordo, o Grupo Banijay e a RedBird IMI serão coproprietários da empresa resultante da junção, que manterá o nome Banijay. Como a All3Media possui menor escala, a RedBird pagará €625 milhões adicionais em dinheiro para equalizar a participação.

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A Banijay Entertainment pertence ao Grupo Banijay, empresa de mídia francesa fundada pelo bilionário Stéphane Courbit. A companhia foi nomeada Distribuidora do Ano pela K7 pelo terceiro ano consecutivo e possui cerca de 300 adaptações internacionais de formatos em andamento, representando 21% de todos os novos lançamentos de formatos globalmente em 2024, conforme destacou o analista Adi Tiwary.

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Guy Bisson, da Ampere Analysis, apresentou dados na Berlinale mostrando que os gastos globais com conteúdo original permanecerão estáveis nos próximos anos, mas o licenciamento de conteúdo aumentará.

A observação destacada por Tiwary resume o que está por trás da fusão. Segundo o analista, o movimento parte de algumas premissas diretas: ampliar o catálogo, extrair mais valor de licenciamento por título em mais territórios e por períodos mais longos, além de justificar um balanço patrimonial combinado mais robusto para investidores da RedBird e da própria Banijay.

Como mostrou o Deadline no sábado, o acordo cria um gigante global de produção avaliado em cerca de US$ 8 bilhões, apoiado por capital da Europa, dos Estados Unidos e do Oriente Médio. A operação também marca o fim da marca All3Media após 23 anos.

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O novo grupo deverá gerar aproximadamente €4,4 bilhões em receita e cerca de €690 milhões em EBITDA. Os números projetados pelo analista Ian Whittaker ajudam a dimensionar o significado econômico da operação.

Embora a fusão fortaleça o maior catálogo independente de distribuição televisiva do mercado, o que ela realmente sinaliza é uma mudança na economia do conteúdo.

Durante décadas, lembra Whittaker, a produção televisiva operou essencialmente como um modelo baseado em honorários. O produtor entregava um programa, capturava sua margem de produção e seguia para a próxima encomenda.

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Esse formato possui potencial limitado de crescimento, especialmente em um ambiente dominado por plataformas globais de streaming com escala e capacidade de distribuição incomparáveis.

Segundo Whittaker, o valor real passou a estar na posse e exploração........

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