A Copa e a transformação dos direitos esportivos em máquinas de publicidade
Durante a primeira semana de Copa, os 12 primeiros jogos exibidos na FOX, FS1 e Tubi (o streaming com suporte a anúncios também pertencente à Fox Corporation) atingiram média de 6,7 milhões de telespectadores, 152% acima da média da fase de grupos do torneio em 2022.
A goleada da Seleção dos Estados Unidos em seu debute bateu 18 milhões de espectadores em média, tornando-se a transmissão em língua inglesa mais assistida da história do torneio no país.
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Acrescente ainda o empate entre Brasil e Marrocos que superou 10 milhões de espectadores, consolidando-se como o jogo de uma seleção estrangeira mais visto nos EUA, e a abertura entre México e África do Sul, com 6,3 milhões, a estreia mais assistida do torneio.
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Os recordes de audiência turbinam a máquina publicitária em que a Fox se transformou durante o Mundial.
Segundo compradores de mídia ouvidos pelo Sportico, um comercial de 30 segundos durante os intervalos de hidratação está rendendo, em média, US$ 275 mil na Fox, com espaços na transmissão do jogo EUA-Paraguai chegando a US$ 850 mil cada.
A estimativa da publicação é de que a Fox esteja faturando cerca de US$ 2,5 milhões adicionais em receita publicitária por partida que não envolve a seleção americana, enquanto os três jogos da fase de grupos dos EUA devem gerar US$ 23 milhões extras apenas nesses intervalos obrigatórios.
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Conforme mostrei aqui há duas semanas, a expectativa é de que apenas os 30 jogos exibidos pelo Fox Sports 1 adicionem US$ 70 milhões.
Leia mais: A Copa do ciclo de US$ 13 bilhões colocará à prova as teses sobre o futuro da mídia esportiva
Em meio às marcas históricas superadas, a Fox anunciou, na semana passada, a aquisição da Roku por US$ 22 bilhões.
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