O planejamento é a chave do jogo
No futebol, ninguém entra em campo pensando apenas no placar final. Nossos planos são feitos a longo prazo, pensando em estratégias, pensando em campeonatos. Como já trouxe algumas vezes aqui, para levantar taças existe um trabalho muito grande que ninguém vê, que às vezes eu penso que seja até meio difícil de exemplificar tudo para quem não vive o dia a dia. E aqui, não estou falando nem de treinos, das viagens, do desgaste do jogo. E, sim, aquela pulguinha atrás da orelha porque nunca temos certeza se as nossas escolhas de hoje vão realmente nos levar para onde queremos estar.
É a mesma coisa com os nossos investimentos. Por mais informados e bem instruídos que a gente seja, precisamos de muita paciência. Seja quem faz investimentos de alto risco ou aqueles que precisam de mais tempo para maturar, a gente só vai saber se deu certo quando chegamos lá.
Inscreva-se gratuitamente na InfoMoney Premium, a newsletter que cabe no seu tempo e faz diferença no seu dia
Planejar, claro, vai ser a chave do jogo, mas vale dizer que confiar na intuição, nos estudos, na preparação, nas escolhas… tudo isso vai fazer diferença.
Continua depois da publicidade
No começo da carreira, quando o dinheiro começou a aparecer, eu também quis “chegar lá” sem saber exatamente quais eram os passos para construir aquilo.
No futebol, isso não funciona. Você não entra em campo dizendo “quero ganhar o campeonato” e pronto. É preciso quebrar esse objetivo em pequenas metas: ganhar duelos, manter a concentração, acertar passes, pressionar na hora certa, saber quais treinos realizar, o que fortalecer. Cada ação faz parte de um plano maior.
Com dinheiro, é igual. Uma meta financeira precisa ser concreta, possível e mensurável. Não adianta dizer “quero ficar rico”. É como entrar em campo dizendo “quero fazer três gols” sem saber como o time vai jogar.
Continua depois da publicidade
Penso que as metas financeiras podem ser parecidas com as metas de jogo.
Primeiro vem a defesa: segurança. É o equivalente a não tomar gol. Ter reserva, organizar gastos, saber exatamente o que entra e o que sai. Parece básico, mas é o que sustenta tudo – e quando a vida fica corrida, muita gente tende a perder o controle disso. Não pode.
Depois vem o meio de campo: planejamento. É onde o jogo se organiza. É entender onde você quer chegar, quanto precisa guardar, como investir e quanto tempo isso leva. Sem esse meio de campo funcionando, o time não cria nada.
Continua depois da publicidade
E só depois vem o ataque: crescimento. Investir melhor, pensar em oportunidades, construir patrimônio. Mas isso só funciona quando as outras partes estão equilibradas.
Aprendi também uma coisa importante: metas precisam ser realistas. No futebol, se você coloca objetivos impossíveis, a frustração chega rápido. Aí a cabeça pesa, o desempenho tende a cair. Quem tenta acelerar demais acaba tomando decisões ruins, gastando sem pensar, entrando em investimentos que não entende ou vivendo sempre ansioso pelo próximo resultado.
Muita gente acha que disciplina é fazer algo grandioso de vez em quando. Mas a disciplina verdadeira é fazer o básico todos os dias. Treinar quando ninguém está olhando. Guardar um pouco de dinheiro mesmo quando parece pouco. Continuar jogando bem mesmo quando o placar ainda não mudou.
Continua depois da publicidade
E talvez essa seja a maior lição que o esporte me deu: metas não são promessas de resultado. São direção. É o mapa que te ajuda a não se perder quando o jogo fica difícil.
