Dino e a conversão tardia: seletividade de ministro do STF mostra que golpe está em curso
O ministro Flávio Dino atropelou o TSE neste domingo e mandou restabelecer mais de mil publicações que o próprio Tribunal Eleitoral havia considerado notoriamente inverídicas. A campanha de Flávio Bolsonaro falou em usurpação de competência. Acertou. Um ministro do STF escolhido a dedo, em processo que não passou por livre distribuição, cassou decisão da Justiça Eleitoral para devolver a mentira ao ar. Isso não é jurisprudência. É conveniência.
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Mas o espetáculo verdadeiro não é o atropelo institucional. É a conversão. Em 2022, o TSE de Alexandre de Moraes impedia que se falasse a verdade sobre Lula. Qualquer associação incômoda virava “desinformação”, qualquer crítica virava inquérito, qualquer post virava ordem de remoção. Agora o mesmo campo ideológico descobre, de repente, que liberdade de expressão é cláusula pétrea. Comunista virou liberal. Quase emociona.
Se o critério de Dino vale – “não há grau de certeza de ilicitude” suficiente para censurar........
