A ética da máfia: no STF, capo manda recado no WhatsApp para os colegas se alinharem ou sumirem
Gilmar Mendes resolveu dar aula de moral na sessão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça. Não qualquer moral: a ética da máfia. O decano, que há décadas trata o Supremo como feudo particular, acusou André Mendonça de conduta “covarde e vil”, defendeu a omertà e disparou a frase que vai entrar para o hall da infâmia institucional: “Até a máfia tem ética”. Quem ouviu sem conhecer o personagem poderia até achar que se tratava de um momento de lucidez tardia. Quem conhece sabe que era apenas o capo defendendo o próprio clã.
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O alvo era óbvio. Mendonça ousou levar ao plenário o relatório da Polícia Federal sobre as conversas de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, o banqueiro picareta do Master. Gilmar viu nisso um “inequívoco viés político-eleitoral”, um “pixuleco”, um “boneco eleitoral”. Em outras palavras: investigar o amigo é golpe. Investigar os outros, quando convém, é justiça. A seletividade que ele denuncia no relator é exatamente a que ele pratica há anos. Gilmar acusa diante de um espelho.
Enquanto discursava sobre decência, já circulavam as mensagens........
