Ormuz hoje, Taiwan amanhã: os gargalos da economia global
A crise econômica global deflagrada pela interrupção, pelo Irã, do tráfego normal de navios mercantes — especialmente petroleiros — no Estreito de Ormuz relembra ao mundo a centralidade de algumas matérias-primas essenciais para a vida moderna, bem como a importância fundamental do estudo da Geopolítica para a compreensão das relações de poder entre os Estados.
Uma definição simples, mas, na minha opinião, bastante adequada de Geopolítica é a que a define como sendo “o estudo da aplicação do poder do Estado aos espaços geográficos”. O que o Irã está fazendo é justamente aplicar o seu poder militar ao Estreito de Ormuz, controlando o fluxo de petróleo de forma a elevar substancialmente o seu preço no mercado mundial e, consequentemente, pressionar os Estados Unidos e Israel a encerrarem sua campanha militar contra o país.
Além do Estreito de Ormuz, há outros pontos fundamentais para o fluxo mercante internacional, como Bab el-Mandeb (onde os Houthis, aliados dos iranianos, podem, a qualquer momento, voltar a atacar navios mercantes, como fizeram até o ano passado), o Canal de Suez, o Canal do Panamá e o Estreito de Malaca.
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