Dia dos Pais: memórias de um homem inesquecível
“Quando morre uma pessoa que é próxima de você, ela se distancia; com o passar do tempo, ela se torna mais próxima. Depois de muitos anos, chega um momento em que você está quase vivendo com ela. Foi o que aconteceu comigo.”(Isaac Bashevis Singer)
Conheci um homem que lia muito. Se lhe tirassem o jornal ou o livro por um só dia, seria o mesmo que deixá-lo sem almoçar. Gostava de recitar poemas de Manuel Bandeira e Camões; na sua cabeceira, numa triste segunda-feira, foi encontrado um livro de Isaac Bashevis Singer, marcado com uma nota de 100 cruzados.
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Conheci um homem que fumou por 50 anos, até mesmo no dia em que foi operado. Eu sei disso porque vigiei a porta do quarto do hospital para avisar caso a enfermeira se aproximasse.
Conheci um homem que me ensinou a nadar e a jogar xadrez, mas não conseguiu me ensinar a dirigir. E todas as três coisas ele fazia melhor do que eu. Conheço um homem que já escrevia antes do meu nascimento; também isso ele fazia melhor.
Conheci um homem cujas........
